Movimento Maker Faz Sentido

Movimento Maker

Movimento Maker

Desde quando comecei a participar do ecossistema de tecnologia e inovação minha vida mudou. Essa frase pode soar um tanto quanto padrão, mas é a mais pura verdade.

É engraçado porque minha formação é da área de humanas, de comunicação. E esse universo tecnológico me envolveu de uma forma tão grande que agora não tem mais volta.

O mais interessante é como, a partir do momento que você vai criando conexões, compartilha seus conhecimento, conhece pessoas, você fica inquieto, reflexivo e questionador. Vem uma onda de vontade de fazer e pensar diferente. Uma esperança e certeza que dias melhores estão vindo SIIMMM, com a velocidade da luz.

Tudo isso que descrevi é um relato de uma das várias pessoas, que sem querer, fazem parte do Movimento Maker (o famoso Do-It-Yourself / DIY, traduzindo: Faça Você mesmo). Aqui pessoas comuns como eu e você, podemos construir, consertar, modificar e fabricar os mais diversos tipos de objetos e projetos com suas próprias mãos. Essas pessoas querem e anseiam por mudanças: acreditam que existem outras formas de viver em sociedade e criar um ecossistema realmente sustentável.

Essa necessidade de mudança e de um mundo diferente vai além da espera por atitudes dos ‘grandes’ sejam eles: os políticos que mandam em nações, grandes CEOS de empresas ou marcas que comandam as indústrias e comércio mundial. A gente pensa; arregaça as mangas e vai. No caminho encontra pessoas que sentem e tem a mesma vontade. E assim, como diz o jornalista Ricardo Boechat: “vamos remando o barquinho”.

O Movimento Maker faz parte do nosso dia a dia. Temos aquela senhora da vendinha que só tem verduras orgânicas, o amigo que empreende na garagem da família fazendo pães de fermentação natural, a mãe que faz bombons para pagar a escola dos filhos. E os estudantes que se unem para abrir uma empresa de mídia social.

Os engenheiros que desenvolvem um protótipo em impressora 3D de órgãos para fazer transplantes de órgãos. E o que falar do aplicativo de mobilidade urbana que deu um “olé” em grandes empresas de transporte público? Agora eu e você podemos escolher por qual meio de transporte viajar e conhecer a cidade. E aquela moça que recomenda no site de buscar o serviço de cabelo que deixou o cabelo dela natural.
Enfim, são inúmeros os exemplos de história e pessoas que estão aqui no mundo correndo atrás do seu espaço e com a ideia de que muito mais de lucro, precisamos de uma sociedade saudável, feliz e muito mais divertida.

Acredito que existe uma nova forma de ver e pensar sobre “o nosso”. Um pensamento mais coletivo e de alegria quando você vê aquela marceneira com sua peça de decor dentro de um salão de designer ao lado de grandes marcas. De reconhecimento: com a jovem publicitária que, com sua agência, criou uma publicidade que valoriza cada vez mais o terceiro setor.

Da transparência: que valoriza o senso crítico e político do senhor, que agora, com um aplicativo no seu celular têm o poder em suas mãos para lutar contra a corrupção. Ele compartilha na sua roda de amigos informações sobre os políticos para que nas eleições de 2018, os brasileiros possam ter esperança de políticos melhores.

O movimento maker chegou e está mais perto do que imaginamos. A pergunta é o que realmente faz sentido para nós com todas essas mudanças chegando? O que precisamos fazer para que cada vez mais pessoas se unam a esse movimento e mudem sua vida e façam a diferença no nosso bairro, rua, estado, país e mundo? O que preciso fazer para que as coisas aconteçam?

Fotografia Freepik

 

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